Bendita a primavera da vida, breve,
Cujo sopro tudo atravessa!
A forma desaparece
Enquanto o ser para a vida desperta,
Gerações se sucedem, no esforço de evoluir.
Espécie produz espécie, em tempos que não têm fim,
Mundos inteiros se erguem e declinam!
Mergulha nos encantos da vida, ó flor,
Na aureola da primavera
Louvando a bondade do Eterno,
Aproveita tua curta existência.
Acrescenta a ela, criativa,
Também o teu óbolo;
Breve e hesitante,
Sopra, o quanto aguentares,
A tua parcela de vida ao dia eterno!